domingo, 14 de janeiro de 2018

Família e Aprendizagem

O mundo mudou bastante neste século e, com ele, a família. Qual o conceito de família no mundo contemporâneo? Você saberia explicar, por exemplo, qual o grau de parentesco da nova mulher do da de seu aluno com a criança? Se você pensou madrasta, errou! É correto usar a palavra madrasta quando a mãe da criança é falecida. Já consegue se lembrar de algum termo para denominar esse grau de parentesco? Não tente... Ele não existe! A família mudou, tanto, tanto, que a Lingua Portuguesa não acompanhou essas mudanças. Na Língua Inglesa, encontramos os termos stepmother, stepfatherm mas na lingua Portuguesa, eles não existem. Diante de tantas alterações, a educação não poderia deixar de receber as influências dessa importante instituição social que é a família.
Revisitando a nossa sociedade, vamos encontrar diferentes modelos de família: avós que exercem sozinhas a função de mãe, pais desempregados desempenhando papéis maternos enquanto suas esposas trabalham e sustentam a família e , ainda mulheres que desempenham sozinhas a tarefa de mantar uma casa e educar os filhos. Curiosamente, essas modificações na família estão presentes em todas as classes sociais, e , de uma forma ou de outra, tais interferências vão surgir no contexto da escola.
É na família que a criança tem contato com as primeiras aprendizagens, as denominadas proto-aprendizagens. para Jorge Visca, é nesse berço que ela também construirá seus valores.
Desde o ingresso da criança na escola, é necessário que a família "autorize" a ida de seu filho para esse novo espaço, caso contrário, a criança terá dificuldades de adaptação desde a sua entrada. É comum assistirmos a cenas no portão de escolas de Educação Infantil de choros, birras, por parte de crianças muito pequenas, e, quando as crianças entram na escola, sem ao menos olhar para trás, são os pais que choram no portão. Sentem-se abandonados pelos filhos e enciumados quando estes começam a demonstrar carinho por seus professores. Muitas vezes, esses sentimentos não estão no plano de nossa consciência, mas eles surgem nas relações e são demonstrados em algumas atitudes.
A participação dos pais na vida escolar dos filhos é fundamental para a aprendizagem, e participar não significa estar todos os dias na escola ou ensinar o dever de casa. Pais analfabetos podem participar da vida escolar dos filhos organizando formas para que lele tenham  momentos de estudos diários em casa e conversando sobre a sua dificuldade com os professores.
A importância que cada família dá a escola e ao ato de estudar também influenciará bastante no comportamento das crianças frente ao estudo. Uma família pode desejar que seu filho se recupere de uma nota baixa, mas decide viajar nas vésperas das provas da criança, alegando que ela pode levar os livros para estudar durante a viagem. Sem querer, esta família está dizendo ao seus filho que existem coisas muito mais importantes que a escola, e pior, que estudar pode ser feito de qualquer forma, em qualquer lugar. Sabemos que não deve ser assim, pois o ato de estudar, por ser uma atividade artificial, inventada pelo homem, exige esforço pessoal e disciplina para se transformar verdadeiramente em hábito.
Uma criança também pode desejar não aprender ( de maneira inconsciente, é claro), para  continuar fazendo parte de sua família. Ou seja, vamos imaginar que esta criança possui pais e irmãos mais velhor analfabetos e ela, somente ela, teve a oportunidade de ir à escola. Essa criança pode decidir nao aprender por fidelidade à família, pois, se aprender, ficará tão diferente de seu grupo que deixará de pertencer a ele. Assim, opta-se pelo fracasso. Curioso, não? Mas esse fato é bem mais frequente do que se imagina no ambiente escolar.
Seja qual for o problema, ficaríamos durante muito tempo, listando todos eles. É certo que nem a escola nem a família podem prescindir uma da outra. Ambas são co-autoras no processo de aprendizagem das crianças e jovens e possuem papéis muito específicos.
Ter a família como parceira do processo educativo de nossos alunos facilita o trabalho da escola e amplia a capacidade de participação dos pais na vida escolar dos filhos. Muitos pais se queixam que são chamados apenas para ajudar a resolver problemas e dificilmente para receber elogios, e todos nós sabemos o poder reforçador do elogio.
Então vale a pena experimentar. A criança sente grande prazer em ampliar os seus vínculos com a escola quando percebe que seus pais são valorizados pelo contexto escolar. uma boa sugestão para isso é convidar os pais valorizados pelo contexto escolar.
Algumas escolas têm desenvolvido uma atividade denominada "escola de pais". Trata-se de um encontro semanal para conversar sobre temas inerentes à educação dos filhos. Educar um filho é uma das tarefas mais difíceis, pois os pais aprendem no processo ,  no decorrer  do desenvolvimento dos filhos e o encontro com outros pais que estejam vivenciando a mesma situação pode ajudar os componentes do grupo a encontrar soluções para diversos problemas , além de reconhecer que existem muitos pais na mesma condição de dúvida, de conflito, etc.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018



Vygotsky e o desenvolvimento humano

Vygotsky nos trouxe propostas teóricas inovadoras sobre o pensamento e a linguagem. Um conceito importante na sua obra é o fato de as origens das formas superiores de comportamento, como a memória, a atenção e o pensamento, para esse autor, serem construídas nas relações sociais e não dentro do próprio sujeito. Esse homem que se constituiu por meio das relações sociais não é um simples receptor de informações, mas um sujeito participante de sua história que interage com os seus pares.
As propostas de Vygotsky foram elaboradas ao lado de Luria Leontiev, e o desenvolvimento da criança compreendido por Luria é composto por três aspectos importantes. O aspecto instrumental, refere-se à natureza mediadora das funções psicológicas complexas. Isso significa que não só respondemos aos estímulos do ambiente, mas modificamos esses estímulos e os transformamos em instrumentos para o nosso comportamento.
O aspecto cultural significa o conjunto de códigos que a sociedade cria para a solução de tarefas do cotidiano, e cada tarefa traz dentro de si uma série de subtarefas. 
O aspecto histórico é utilizado para dominar o ambiente social e representa uma mistura do histórico com o cultural pois todos os meios que o homem usa para o domínio do ambiente foram constrídos pela civilização.
Os estudos de Vygotsky se concentram, principalmente na linguagem e no pensamento. Para o autor , a fala possui um desenvolvimento progressivo, pois inicialmente a criança mistura a fala com as suas ações, e o objeto, o brinquedo por exemplo, é quem orienta a conversa. Posteriormente, ela utiliza a fala para se comunicar com os adultos e demonstrar o que está fazendo ou querendo. Somente mais tarde é que a fala deixa de ser um instrumento do comportamento e adquire um sentido amplo.

A linguagem é, portanto, um meio de construção da cultura e toda ela representa um sistema de signos. Para Vigotsky, todo o desenvolvimento ocorre no plano das iterações e , por isso, desde bem cedinho, quando a criança balbucia este ato toca o adulto, que desenvolve com outro ato, seja um carinho, uma palavra, que por sua vez realimenta e enriquece o repertório da criança. Para Piaget, a linguagem também passa por fases.
Um conceito muito importante da teoria de Vygostky é o de zona proximal.
A zono proximal dos nossos alunos não pode ser medida, pois representa o desenvolvimento que ainda está por vir. Além disso, cada ser humano possui uma zona proximal diferente, pois cada informação, cada contato com a realidade e, portanto, cada aprendizagem, altera a nossa zona proximal. Isso significa que o professor pode se posicionar perante o aluno considerando que o desenvolvimento ainda não aconteceu ou que a aprendizagem ainda estpa por vir.
Enquanto Piaget trabalhou com o desenvolvimento retrospectivo, ou seja, o desenvolvimento que ja ocorreu , Vygostky considera o desenvolvimento prospectivo, que é o desenvolvimento que ainda está por vir.

Piaget e o desenvolvimento humano

Jean Piaget destaca-se ainda atualmente devido à grande contribuição de seus estudos para o entendimento do desenvolvimento humano. Piaget demonstrou que a criança tem uma forma de ver o mundo e entender o que a cerca, e que, em cada faixa etária ou etapa de desenvolvimento, a concepção de mundo sofre alterações.
Existem alguns fatores que interferem diretamente no desenvolvimento humano, como por exemplo: a hereditariedade - o potencial humano também é estabelecido pela sua caraga genética. Hoje sabemos que a hereditariedade influencia, mas não limita esse potencial. O crescimento orgânico também é um outro fator e diz respeito ao desenvolvimento físico da criança e o domínio do ambiente que ela passa a ter a partir do crescimento. A maturação neurofisiológica garante o desenvolvimento neurológico, e a sofisticação dos comportamentos e o meio influenciam na estimulação ambiental. É importate que, ao estudar a inteligência humana e a construção do pensamento, não esqueçamos que o homem é formado por diversos aspectos, como físico-motor, o intelectual, o afetivo e o social.
Piaget divide o desenvolvimento humano em períodos e estabelece uma faixa etária para cada um deles. É fato que as faixas etárias aqui representadas não são rígidas, mas servem de referência para os educadores.

Período sensório-motor (0 a 2 anos ) Como o nome já diz, a criança conquista o mundo por meio das sensações e das percepções. A inteligência nessa fase, é prática e se manifesta por intermédio dos movimentos. Não há diferença entre o eu e o mundo, e o desenvolvimento muscular garante um dompinio maior sobre o ambiente.

Período pré-operatório (2 a 7 anos). O aparecimento da linguagem é a marca deste período e, por meio dela, a criança consegue expressar o seu mundo interior. O pensamento evolui por causa do aparecimento da linguagem e a realidade é transformada para atender às necessidades da criança. Necessidades do mundo simbólico. Nessa fase, a maturação neurofisiológica se completa e a criança adquire a coordenação motora. Há um grande interesse por atividades diversificadas e surgem os primeiros sentimentos morais.

Período das operações concretas (7 a 12 anos) Neste período, a criança abandona o egocentrismo e será capaz de cooperar com os outros, desenvolver trabalhos em grupo e, ao mesmo tempo, adquirir autonomia para o trabalho individual. As operações mentais se tornam mais sofisticadas e a criança é capaz de estruturar um planejamento para alcançar seus objetivos, tanto no plano físico como no plano mental. Surge a relação entra causa e efeito e a noção de número já pode ser construída. O sentimento de grupo e a capacidade de cooperação tornam-se fortes e facilitadores do trabalho em sala de aula.

Período das operações formais A principal característica é a mudança do pensamento concreto para o pensamento abstrato, sendo possível realizar operações somente no plano mental. Nesta fase, por exemplo, o aluno já é capaz de compreender o conjunto Z dos números inteiros e realizar operações com números negativos, pois já existe a possibilidade de um número ser menor que zero. Do ponto de vista social, o adolescente interioriza as normas sociais, primeiramente rejeitando-as para, posteriormente, ocorrer uma adaptação a elas. É uma faze de muita reflexão sobre os conceitos sociais e o desejo de transformação. Afetivamente, o adolescente vive conflitos indispensáveis à sua constituição adulta.



Inclusão Social

Inclusão é um tema bastante amplo, pois ela não se restringe aos portadores de necessidades  especiais. Os excluídos nessa grande Brasil são muitos e as exclusões vão desde questões raciais e étnicas até os problemas de desemprego. O fracasso escolar também merece uma análise sobre inclusão, pois, na verdade, esses alunos,"não estão na escola". 
Durante muito tempo, esses alunos estiveram fora da escola, recebendo uma educação segregada. Os professores , por sua vez, não recebiam, em seus cursos de formação, uma qualificação adequada para trabalhar com os portadores  de necessidades especiais. No entanto, a inclusão se faz hoje uma realidade presente na maioria das escolas e, preparados ou não, esses professores estão recebendo alunos especiais.
É preciso sair do modelo de integração em direção ao modelo de inclusão, pois, enquanto a integração significa a abertura da vaga para o portador de necessidades especiais, mas não a adaptação da organização da escola para recebê-lo, a inclusão só é inclusão porque faz uma série de adaptações, de grande e pequeno porte, para melhor receber o aluno e promover a aprendizagem.
Só podemos considerar um aluno de fato incluído quando ele está experimentando situações de aprendizagem, além da socialização. A socialização simplesmente não garante a inclusão de fato.
Para promover a inclusão, é necessário, ainda , trabalhar junto à escola, à família e ao próprio sujeito. A família funciona como uma co-autora da inclusão, pois poderá ser como um elemento reforçador das aprendizagens realizadas na escola, além de prestar informações importantíssimas para os profissionais que cuidam e atendem seu filho. A formação continuada do professor para melhor prepará-lo para o atendimento aos alunos especiais também é muito necessária, pois o educador precisa compreender os caminhos da aprendizagem de seu aluno especial. Em outras palavras, o percurso psicopedagógico que ele faz, para melhor intervir.


Dificuldade de amarrar os sapatos, aí vai a dica!

A maioria das crianças tem dificuldade de aprender a amarrar os próprios sapatinhos, então vai aí uma dica perfeita.
Com um papelão, faça o desenho de um sapato, ou tênis, e passe o cadarço, faça com a criança até que ela aprenda a fazer sozinha.
Essa técnica for criada exatamente para isso, facilitando a compreensão e estimulando a curiosidade.
É um método simples e eficaz. 
Gostaram da dica? compartilhe com outros pais ou professores para que eles possam ensinar também.

Coordenação Motora Fina

Vamos aprender com a prática ?
Pegue uma bandeja, fure desenhos geométricos e com o palitinho peça aos alunos para colocar os palitinhos nos respectivos desenhos.
Isso ajuda na coordenação motora fina das crianças. Prática de suma importância na educação infantil.

Afetividade e Aprendizagem

Pichon-Riviére, na Teoria do Vínculo ressalta a importância deste para a aprendizagem. Todos temos exemplos, em nossa história de aprendizagem, de que professores que, com sua afetividade, fizeram com que gostássemos de suas disciplinas e até tivéssemos  facilidade de aprender por causa deles. Mas também tivemos a expêriência contrária: professores que desprezavam a afetividade e dificultavam bastante o nosso aprender. Não é à toa que temos preferências por algumas disciplinas e temos aversão a outras. Como também não é atoa que escolhemos a profissão de educador. Diga-se de passagem, se fizemos esta escolha profissional, segundo a Psicopedagogia, é porque o nosso vínculo com a aprendizagem foi muito mais positivo do que negativo.
Quando um aluno apresenta dificuldades para aprender, segundo a Psicopedagogia, uma das primeiras tarefas do educador é o resgate da auto-estima do educando, pois ninguém consegue aprender se não conseguir investir no ato de aprender e acreditar nas suas possibilidades. Então , cabe ao professor oferecer aos seus alunos que recebem o fracasso escolar como um desafio a ser superado, afinal, isso exige uma maturidade que a criança não possui. Será necessário que o professor presenteie o aluno com um recurso valioso e que nada custa: o elogio. Elogiar é altamente reforçador do sucesso.



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Fracasso Escolar

Eis um problema nacional. por que tantas crianças e jovens não conseguem aprender? Especialmente no período da alfabetização, o problema do fracasso escolar tem tirado o sono dos professores. Ao analisar q questão, procuramos as causas no próprio aluno, muitas vezes atribuindo os seus resultados à falta de interesse, à ausência de investimentos na aprendizagem e até mesmo à existência comum também que o problema seja atribuído ao contexto familiar, às condições sociais do aluno e, ainda, à privação cultural. Todos esses fatores podem representar, certamente, causas para o não-aprender. Ou ainda, o fracasso escolar pode ter origem num conjunto de causas anteriormente apresentadas que se entrelaçam. No entanto, é preciso ter cuidado para não "responsabilizar" o aluno pelo seu fracasso escolar, pois nem sempre o problema está localizado no próprio sujeito. Recomenda-se que o professor também reflita sobre a sua prática pedagógica, especialmente sobre as atividades repetitivas e sobre as experiências de aprendizagem que são oferecidas, que nem sempre respeitam  a individualidade dos alunos. Todos nós, crianças ou adultos, temos os nossos modelos próprios de aprendizagem e, dessa maneira, a aprendizagem torna-se um processo muito singular.
Não se trata de buscar culpados para o fracasso escolar, nem de responsabilizar os professores, mas buscar alternativas que estão ao nosso alcance para solucionar o problema. Afinal, podemos trabalhar em conjunto com as famílias de nossos alunos, mas não podemos promover grandes alterações dentro deste contexto, podemos oferecer oportunidades de enriquecimento cultural de nossos alunos. Então, a questão é: como podemos fazer com que o nosso aluno aprenda, apesar das adversidades? É nosso papel de educador buscar alternativas, e muitas delas são possíveis de serem realizadas dentro da escola.
Aprender algo requer interesse pelo objeto; numa linguagem psicopedagógica, requer desejo. É preciso que a escola faça sentido na vida do aluno e que ele não pense que alguns nasceram para estudar e outros não, caindo nas armadilhas do sistema capitalista e neoliberal. Mas nós só conseguimos desejar aquilo que possui algum significado para nós. Aí entra o papel do professor na hora de eleger as oportunidades de aprendizagem significativa. Procurar mostrar para os alunos o sentido da educação e seus benefícios, bem como a necessidade de investimentos a longo prazo, também produz efeitos interessantes e, é claro, é bom evitar os discursos preconceituosos.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Educação Especial no Brasil

O papel da Educação Especial assume, a cada ano, importância maior, dentro da perspectiva de atender às crescentes exigências de uma sociedade em processo de renovação e de busca incessante da democracia, que só será alcançada quando todas as pessoas indiscriminadamente tiverem acesso à informação, ao conhecimento e aos meios necessários para a formação de sua plena cidadania.
Mas, como o discurso democrático nem sempre corresponde à prática das interações humanas, alguns segmentos da comunidade permanecem à margem, discriminados, exigindo ordenamentos sociais específicos, que lhes garantam o exercício dos direitos e deveres. As pessoas portadoras de deficiências e de condutas típicas estão nesse caso.
geralmente consideradas como "desviantes", tem uma história de lutas em prol de seus direitos à vida e à felicidade. Embora com outras características, o grupo dos portadores de altas habilidades (superdotados) também tem necessidades educativas especiais.
Nas últimas décadas, registrou-se sensível aumento da produção teórica, fruto de estudos e pesquisas que tem substituído as práticas empíricas e destituídas de cunho científico, nas propostas pedagógicas. Igualmente influentes têm sido os movimentos em prol da operacionalização do processo de integração escolar e no mundo do trabalho.
Ultimamente, a questão tem ocupado a principal temática dos eventos que se realizam e todo o Brasil. As ONG's representam, ainda hoje, significativa frente de trabalho, atuando também como grupo de pressão em prol da conquista de direitos a que todos fazem jus, sem discriminações.



Importante saber


Importante saber- Alunos Aspergers-


Ciclo da aprendizagem


A criança com deficiência


A criança deficiente é uma pessoa com direitos. Existe, sente, pensa e cria. Tem uma limitação corporal ou mental que pode afetar aspectos de comportamento, aspectos estes muitas vezes atípicos, uns fortes e adaptativos, outros fracos e pouco funcionais, que lhe dão um perfil intra-individual peculiar. Possui igualmente discrepâncias no desenvolvimento biopsicossocial, ao mesmo tempo que aspira a uma relação de verdade e de autenticidade e não a uma relação de coexistência conformista e irresponsável.
O deficiente pode não ver, mas não tem dificuldades em orientar-se ou em fazer música por exemplo. Não ouve, mas pode escrever poesias. Não aprende matérias escolares, mas pode ser excepcional numa atividade profissional ou num desporto. 
Falhar o "rendimento normal" não pode ser motivo de estigma. Um espástico moderado pode ter uma vida "normal". Trabalha, tem interesses sociais e formas de ocupação de tempos livres.
Em nenhuma circunstância se pode privar o deficiente de uma experiência no real, pois todas as experiências servem para aligeirar a predisposição ao isolamento. Cabe aos pais a superação de culpabilidades biológicas e a criação de experiências de vida que garantam a estimulação adequada e a maximização do seu ajustamento social.
Uma das situações mais críticas da vida da criança deficiente é a entrada na escola, isto é, a ruptura  entre o envolvimento familiar e o envolvimento social. Daí a importância de a entrada na escola ser prevista o mais cedo possível. Outro período crítico é o da adolescência, período no qual os valores sociais e as aspirações se chocam com uma cisão da personalidade, de novo abalada e a conscientização pelo EU do deficiente.